terça-feira, 1 de maio de 2018

Luz Marina na galeria

A imagem pode conter: 1 pessoa, atividades ao ar livre e água


Luz Marina irá apresentar seu novo trabalho: Chama. nesta noite será servido também um caldo especial: Caldo íris.

data: cinco de maio 20hs
ingressos: $30 com caldo íris

bebidas a parte

segunda-feira, 16 de abril de 2018

jardim al sur - obras de viky vitas y pitico vulliez




abertura 14 de março / 19hs


exposição até 13 de abril de 2018


lamínima galeria






Somos artistas que trabalham com uma linguagem análoga.
gestuais
matéricos
Gostamos das formas orgânicas, da vegetação frondosa,
das flores proibidas,
A temperatura dos bosques,
o lodo,
suas umidades
Barro,
texturas,
bulbos,
fluidos.
O aroma da terra molhada,
esse tapete fulgurante que o orvalho insinua.
(P.Vulliez e V.Vitar)

lamínima galeria
av pedroso de morais 822/pinheiros_ SP


Informações
Facebook (La mínima galeria)
lagaleriaminima.blogspot.com
agendamento de visitas (11) 3578 0003


Miguel Paladino
curador residente



o sul: um arquétipo
No imaginário portenho, o Sul é símbolo de auspiciosa generosidade. A bravura e a coragem que ali imperam são, antes que valores de seus habitantes, predicados de un modo de ser, uma rara qualidade onde a mitologia conta com heróis de carne e osso, um punhal no cinto, uma cicatriz no rosto, compadritos cultuados por borges com a admiração e a inveja do intelectual resignado à sua biblioteca e ao seu jardim*

De um dos pátios ter olhado
as antiguas estrelas,
do banco da
sombra ter olhado
essas luzes dispersas
que minha ignorância não aprendeu a nomear
nem a ordenar em constelações,
ter sentido o círculo da água
na secreta cisterna,
o cheiro do jasmim e da madressilva,
o silencio de um pássaro adormecido,
o arco do saguão, a umidade
- essas coisas são, talvez, o poema.
.........................................................
* "sul" JLB, in fervor de buenos aires

Cantado em inúmeros tangos e referido em poemas épicos que podem remontar aos pampas de fierro ou àquele "paredon y después" (de homero manzi) com a sua "luz de almacén" foi atualizado na década de 90 no rock de charly garcia que diz ser da "cruz del sur, aquele que fecha e apaga a luz".
O termo que descreve uma constelação visível apenas no hemisfério homônimo é, ou pode ser, também uma sina, o castigo que toda cruz encerra, el sur es una cruz, sim, mas tambem pode ser uma cumplicidade e motivo de orgulho como para torres garcia quando inverte o mapa da américa ou nos tangos de cortázar, escritos na europa, quando diz ter saudades de la cruz del sur, el mate amargo... etcétera, etcétera.
Para somar nas referencias vale uma menção (inevitável) a SUR, emblemática revista dirigida por Victoria Ocampo que publicava textos e critica literária de autores como Alfonso Reyes, Borges e ate Cortázar, e cujo nome remete ao culto que "el Sur", sempre mereceu na cultura portenha.
Tenho para mim que os autores de Florida cultuaram, sempre, os de Boedo e que a recíproca não é verdadeira mas isso é uma outra história...

jardín al sur

este "jardín" que pitico vulliez e viky vitar encenam em la mínima com um conjunto de obras de extrema qualidade artística está "ao sul" não "no sul" nem podemos dizer que seja "do sul", mesmo estando em são paulo.
"jardim ao sul" significa ou pode significar algo distante geograficamente (para artistas do norte e do nordeste argentino como eles) mas também e ao mesmo tempo, uma qualidade que recebe a herança dessa mitologia portenha, "su buena gente, su intimidad".

Do cruzamento desses componentes da cultura argentina é feita a matéria desta exposição, doses certas de água e terra que resultam no barro elemental que pitico modela, a delicada aquarela de vicky cujos pigmentos traçam arabescos, linhas que parecem buscar o além, algo que só pode ser encontrado "ao sul" mas não do mapa e sim de nós mesmos.

paladino


Os artistas com a palavra
Juan (pitico) Vulliez

Tenho especial interesse pela exploração sensível do espaço através de formas orgânicas
Arame, fio, barro...
Objetos em permanente tensão entre o plano e o volume.
Matéricos,
frágeis,
sutis.


CV BREVE / Pitico Vulliez

Nasceu em 24 de junho de 1968, Colón, Entre Ríos. Mora e trabalha em Buenos Aires.

EXPOSICIONES INDIVIDUALES:
2016: "La morada de las plantas", Jardín Botánico de Buenos Aires Carlos Thays
2013: "Escondrijo", Tramando de Martín Churba.
2010: “El dúctil esfuerzo de evitar la caída", Galería Central de Proyectos.
2005: "Dibujos y Objetos", Galería de Arte Juana de Arco.
COLECTIVAS
2014: "Fragilidad", Embajada Argentina en Paris, Francia. "No man is an island",
UntitledBcn Gallery, Barcelona, España.
2013: "Poética de los sentidos", ABRA Galería, Tandil, Buenos Aires.
2012: "Ensueños Naturales", Museo Munt, Tucumán. ArteBA, Galería Central de
Proyectos.
2008: "En Estado Natural", Galeria de Arte Bacano. Galería de Arte Javier Baliña.
Muestra colectiva.
2007: ArteBA, Galería Juana de Arco. "HOY", Galería de Arte Juana de Arco.
2006: "Golondrina", C. C. Alberto Rouges, Tucumán.
2004: “Objetos y Dibujos", Galería de Arte Jardín Oculto.

FORMACIÓN:
Autodidacta.
2011-2007: Pintura, Sofia Huidobro.
2006: Joyeria, Osvaldo Borras.
2005: Filosofia y Arte en el C.C.Ricardo Rojas, Lucas Soares.
2004: Historia del Arte Argentino y Latinoamericano, Laura Batkis.
2003: Clinica de obra, Jorge Gumier Maier.
2002: Escenografia, Gaston Breyer.
2001: Clinica de obra, Juan Doffo.
1996-1993: Escultura, Juan Calcarami.

Viky Vitar
Como un brote nace la mujer-planta.
La línea-liana aflora en papel, tela y pared.
A veces fría, se congela. A veces caliente, arde.
La tinta fluye avivada generando nuevos retoños que quedan rodeados de
vacío. Se enrosca y retuerce. Mana de una boca como palabras que no
acaban de entenderse. Se enreda en semilla-flor.
mujer - depósito
mujer - brotada
Silencioso hueco de verano.
Las extremidades se prolongan en el desconcierto, hacen crecer la hoja.

CV BREVE / Viky Vitar
Nació en 1979. Formada en la ciudad de San Miguel de Tucumán, en la
Facultad de Artes de la UNT, donde cursó el tallerC. Becada para realizar las
clínicas de obra organizadas por la Fundación Antorchas con Gumier Maier y
Claudia Fontes en el 2000 y con Pablo Siquier y Graciela Sacco en el 2001. En
el 2003 se radica en Buenos Aires, donde realiza clínica de obra con el artista
Tulio de Sagástizabal (2006). Convocada a participar del Proyecto Pac/
Prácticas Artísticas Contemporánea, Galería Gachi Prieto, Buenos Aires
(2013). Seleccionada para el libro Malos Pensamientos (2008), Ilustración
Argentina Contemporánea. Producción, curaduría y participación PROYECTO
VITRINA, Buró Arte Tucumán, junto con Florencia Vivas año 2015/2016.

Exposiciones individuales:
2000: “Arte a Domicilio”, proyecto de intervención en una casa abandonada
(Tucumán).
2006: “Violencia Natural”, Galería de Arte Juana de Arco, BA.
2008: “Camino al infiernillo” galería Baltar contemporáneo, Mar del Plata.
2014: “Tu miedo de la infancia fue fértil”, proyecto Tucumán pinta, Espacio
Tucumán en Buenos Aires.
Colectivas destacadas:
2014: “Fragilidad”, Galería Argentina, Embajada Argentina en Francia, París.
No man is an island, Galería Unttitled, Barcelona, España.
2013: “Ensueños naturales”, MUNT, S. M. Tucumán. Edición limitada, Galería
Mar Dulce, Buenos Aires.
2012: “Turismo Aventura”, con el Grupo El Ingenio, Gal. Mundo Dios, Mar del
Plata.
2011: “Es o no es el sueño que soñé antes del alba”, con el artista Sandro
Pereira, C.C. Virla, Tuc.
2007: “Hoy”, Gal. Juana de Arco , Bs.As. Pinamar +arte, Pinamar, curada por
Maxi Jacoby. La Casona de los Olivera , selección de artistas, C.C. Recoleta,
Bs As.
2005: “Flores del Jardín”, Museo Pcial. Timoteo Navarro, Tuc.
2004: “La recolección”, ArteBA , MALBA –Bs As. (2004). “Muestra
Golondrina”, organización y curaduría, C.C. Rouges.


para quem não conhece

**Sur, tango de Homero Manzi
Sur,
paredón y después...
Sur,
una luz de almacén...
Ya nunca me verás como me vieras,
recostado en la vidriera
y esperándote.


No voy en tren, voy en avión / Charly Garcia
No voy en tren, voy en avión
no necesito a nadie
a nadie alrededor.
Por qué no hay nadie que mi piel resista,
por qué no hay nadie que yo quiera ver.
no veo televisión ni las revistas
no veo ya nada que no pueda ser.

Por eso yo no voy en tren, voy en avión
no necesito a nadie
a nadie alrededor.
Cuando era niño nunca fui muy listo
tocaba el piano como un animal
yo se que algunos piensan que soy mixto
pero yo tengo personalidad.

Yo soy de la cruz del sur
soy el que cierra y el que apaga la luz
Yo soy de la cruz del sur
aquí y en everywhere.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Sob o Céu do Brasil - objetos de Juvenal Pereira





abertura: 24 de nov 20h






algum paralelo há de existir entre o tamanho destas obras e o da galeria, além de estarem ambas sob o céu do brasil e serem recortes de um vasto mundo que cada vez mais nos cobre de incertezas, nuvens passageiras e brilhos de estrelas distantes que talvez não mais existam. que não há nada de novo entre o céu e a Terra deixou de ser verdade posto que vivemos imersos em um mundo de novidades e o futuro nos espanta. mas cá está a obra de juvenal pereira que, como bom mineiro naquele mar de morros, durante o nevoeiro, leva o barco devagar. na voragem do quotidiano, ele propõe uma pausa para um olhar "atento e concentrado" como disse evandro nicolau, no corredor da nossa galeria que parece ampliado pelas imagens e a memória que elas evocam. instaladas de modo a flutuar no suporte que as emoldura, as fotos documentam a longa trajetória do autor enquanto as relíquias de um desastre ambiental de 5 11 15 (um dos maiores da historia da humanidade) alertam para as barbaridades de que o homem é capaz quando movido pela formula suicida de lucro desmedido e descaso ambiental: para não esquecer.


miguel paladino/curador residente


Algo a dizer Sob o Céu do Brasil


Evandro Nicolau / Museu de Arte Contemporânea de São Paulo









A imagem existe a partir de um recorte, de uma ação de colher, de retirar uma porção visual dos fenômenos da existência. Tanto assim que chamamos, no linguajar popular, o ato de fotografar de “tirar uma fotografia”, no sentido formal de extrair parte do que observamos no espaço para que seja transformado em imagem. Imagens são produtos da memória, do passado e ao mesmo tempo se lançam como utopias futuras ao tocarem a imaginação e ao propor rupturas com a observação prosaica do presente. Imagens são pensadas e construídas como linguagem. É a partir da plena consciência dessa ação de construção da imagem que o trabalho Sob o Céu do Brasil de Juvenal Pereira apresenta uma rica memória visual de suas ações de “tirar imagens” do mundo. Ao reduzir as fotografias e também as pequenas esculturas que fazem parte desse grande conjunto de objetos, Juvenal emoldura um espaço de imaginação e poeticamente nos leva a uma observação comedida, atenta e concentrada no trabalho. Uma porção de memória, uma porção de ideologia e uma porção de utopia se amalgamam em objetos artísticos que em sua natureza diminuta se ampliam ao tocar o olhar, o pensamento e o coração do espectador.


sobre o autor


Juvenal Pereira nasceu em 1946 na cidade de Romaria-MG. A partir de 1970 atuou durante cerca de quarenta anos como reconhecido fotojornalista para vários dos mais importantes jornais e revistas do Brasil, como O Cruzeiro, Veja, Isto É, O Estado de São Paulo e Folha de São Paulo.


Foi um dos mentores da criação do Mês Internacional da Fotografia em São Paulo; representou o Brasil no Mois de la Photographie em Paris em 1992.


Com exposições em diversos museus, seus trabalhos fotográficos são atualmente parte de importantes coleções privadas e públicas, como a coleção do MAM Museu de Arte Moderna de São Paulo ou a Coleção Pirelli MASP.


Entre 2010 e 2014, cursou diversas disciplinas no Programa Universidade Aberta da Terceira Idade na USP Universidade de São Paulo, período em que criou performances, instalações, curadorias e palestras. Participou de coletivas brasileiras e internacionais.